SPED vai além do “big brother†fiscal
Em matéria do Estadão publicada esta semana, lemos que “especialistas já batizaram o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) de ‘big brother’ fiscalâ€.
É notório que o cerco à sonegação está entre as metas contábeis e tributárias do sistema, mas tão importante quanto isso é a oportunidade que os gestores estão tendo de otimizar seus negócios a partir da entrada no SPED.
Sob esta perspectiva, consideramos que as empresas devem aproveitar as mudanças estruturais trazidas pelas novas obrigatoriedades para ponderar se os nÃveis de estoque, a integração entre departamentos e outras demandas envolvendo suas cadeias produtivas estão supridas de maneira eficiente.
Este tema foi amplamente explorado por nós juntamente com outras empresas contribuintes, partes interessadas no assunto. Temos debatido, tanto individualmente quanto nos eventos realizados em conjunto com a CONFEB, ASUG, PricewaterhouseCoopers, sobre os ganhos tangÃveis e intangÃveis da adoção do SPED como um todo, realçando seu impacto positivo nos processos de negócios das empresas.
Nossa opinião é de que isto configura vantagem competitiva aos contribuintes, a depender do uso interno - ou com parceiros de negócio - das informações consolidadas pelo projeto.
Em suma, o SPED e seus sub-projetos devem ser encarados como ferramenta de gestão, mais do que uma nova obrigação tributária e fiscal.
Guilherme Holland - diretor do NF-e Enterprise
