SPED vai além do “big brother†fiscal
Em matéria do Estadão publicada esta semana, lemos que “especialistas já batizaram o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) de ‘big brother’ fiscal”.
É notório que o cerco à sonegação está entre as metas contábeis e tributárias do sistema, mas tão importante quanto isso é a oportunidade que os gestores estão tendo de otimizar seus negócios a partir da entrada no SPED.
Sob esta perspectiva, consideramos que as empresas devem aproveitar as mudanças estruturais trazidas pelas novas obrigatoriedades para ponderar se os nÃveis de estoque, a integração entre departamentos e outras demandas envolvendo suas cadeias produtivas estão supridas de maneira eficiente.
Este tema foi amplamente explorado por nós juntamente com outras empresas contribuintes, partes interessadas no assunto. Temos debatido, tanto individualmente quanto nos eventos realizados em conjunto com a CONFEB, ASUG, PricewaterhouseCoopers, sobre os ganhos tangÃveis e intangÃveis da adoção do SPED como um todo, realçando seu impacto positivo nos processos de negócios das empresas.
Nossa opinião é de que isto configura vantagem competitiva aos contribuintes, a depender do uso interno – ou com parceiros de negócio – das informações consolidadas pelo projeto.
Em suma, o SPED e seus sub-projetos devem ser encarados como ferramenta de gestão, mais do que uma nova obrigação tributária e fiscal.
Guilherme Holland – diretor do NF-e Enterprise

José Ricardo disse:
dezembro 10, 2008 @ 17:31
Tudo bem que pode trazer benefÃcio de gestão para as empresas, integração de cadeia de valor e por ai vai, configurando vantagem competitiva para os grandes… mas e os pequenos? Estes serão alvo de prestação de contas que hoje não fazem (grandes tb).
Só espero que isso traga para o Brasil alguma vantagem competitiva também.
Mailson de Paula disse:
dezembro 16, 2008 @ 18:03
Para quem souber usar bem a NF-e com certeza haverá vantagens, mas é necessário conscientizar mais o empresariado porque a mentalidade do big brother está realmente forte, dificultando a visualização dos benefÃcios expostos.
Marcos Arruda disse:
dezembro 18, 2008 @ 13:37
Guilherme Holland, entender o SPED como ferramenta de gestão ainda é incipiente para muitos setores, até mesmo porque eles estão mais preocupados em atender a obrigatoriedade.
Neste sentido, recomendo fortemente disponibilizar o conteúdo das palestras dadas por ti nos eventos da ASUG, CONFEB e junto com a PricewaterhouseCoopers.
Fica aqui o meu agradecimento ao time da Price ao debatermos SPED e NF-e nos eventos que fizemos em conjunto e estendo agradecimentos ao conterrâneo Fernando Alves (Presidente da Price) ao envolver o seu time nestes debates.
Att.,
Marcos Arruda
Diretor Executivo – BoldCron