Solução de NF-e e LogÃstica de XML
Completamos pouco mais de um ano desde o inÃcio da emissão obrigatória de Notas Fiscais Eletrônicas de ICMS, inicialmente pelos setores de cigarros e combustÃveis lÃquidos. Hoje contabilizamos 35 segmentos econômicos convocados, muitos deles elos de uma mesma cadeia produtiva, somando um total de cerca de 178 milhões de NF-e’s emitidas e autorizadas pelas Secretarias da Fazenda em cada Estado.
A NF-e está se consolidando rapidamente na economia, já englobando cadeias importantes como, por exemplo, a automotiva – visto que, em abril de 2009, tivemos o ingresso compulsório do setor de autopeças, tanto para a fabricação quanto para o mercado de reposição. A iniciativa tributária e fiscal do Governo já começa a apresentar escala de abrangência na casa dos 5 dÃgitos em números de empresas convocadas.
Muito além da manipulação de XML
A atenção das empresas agora começa a se voltar à questão do cumprimento da legislação especÃfica da NF-e, que prevê o envio, recebimento e guarda dos XML’s emitidos entre as empresas, exatamente da mesma forma que é feito com a nota em papel. Este fato deixa bem claro que os processos necessários à NF-e vão bem além do cenário inicial de exportação de dados de faturamento, geração de XML, assinatura digital, mensageria, etc., que já são suficientemente complexos mas representam apenas uma parcela do desafio para as empresas contribuintes de ICMS.
Isto porque uma simples mensageria – ou sistema de envio por e-mail dos XML’s autorizados – não é suficiente para o processo de logÃstica de mercadorias e respectivos documentos fiscais, considerando a complexidade das cadeias produtivas. É necessário um conjunto de rotinas de validação e workflow, juntamente com processos burocráticos das empresas, para as atividades de recebimento e expedição de mercadorias e insumos. Estas regras de negócio e interfaces correspondentes não estão presentes nos ERP’s e em boa parte das soluções de NF-e existentes no mercado, aumentando ainda mais o desafio imposto aos gestores fiscais e de TI.
Cadeias como a Automotiva, AlimentÃcia e Varejo já utilizam em larga escala soluções de EDI para gerir suas operações, o que traz a estas empresas uma dianteira nos processos logÃsticos que passam a depender do XML das Notas Fiscais Eletrônicas. Mas este é um tema que vai ter de ser tratado objetivamente por inúmeras empresas, confirmando tendências de convergência de tecnologias ligadas aos processos financeiros, fiscais e comerciais dos diversos setores produtivos, cada vez mais no formato de oferta de serviços de valor agregado.
Dado este cenário, nossa percepção é de que o SPED vai ter um grande papel para o SaaS e Cloud Computing no mercado corporativo brasileiro, confirmando a quebra de paradigma provocada pela NF-e.
Guilherme Holland – Diretor do NF-e Enterprise

Allan PorfÃrio disse:
abril 30, 2009 @ 23:37
É interessante o debate que a NF-e gera para nós do setor sucroalcooleiro, gostarÃamos de ver mais posts assim.