Mudanças no sistema Visanet
A Visanet, empresa de meios de pagamentos eletrônicos controlada pelo Bradesco, Banco do Brasil e Santander, anunciou recentemente que o seu novo nome será Cielo: céu em espanhol e italiano. A mudança reflete o ingresso da companhia como credenciadora multibandeira, deixando de ser exclusiva da Visa, assim como é a Redecard.
Paulo Guzzo, vice-presidente de TI e Operações da Cielo, enxerga a mudança como um grande avanço para a companhia, na qual trabalha há cerca de 11 anos. A justificativa para o otimismo é que a empresa de meios eletrônicos de pagamento já oferece produtos e serviços diferenciados do mercado de cartões. A TI apoiará em novos processos e ajustes nos sistemas da organização.
“Muitas dessas soluções são focadas em mobilidade. Atuar com outras bandeiras ampliará a possibilidade de mais inovações aos 1,6 milhão de estabelecimentos comerciais, clientes da empresaâ€, afirma. Para se ter uma ideia, desde o inÃcio da operação da Visanet, em 1996, quando já possuÃa 140 mil estabelecimentos comerciais, 45 mil POS em 35 mil pontos de venda, a sua trajetória é de lançar produtos e serviços inovadores.
“Sem dúvida, hoje a mobilidade está bastante presente em nosso negócioâ€, diz Guzzo. Em 2002, a empresa lançou o pré-pago e o terminal wireless. Em 2003, foi a vez do SMS para bancarização; em 2005 entramos com o GPRS seguindo para correspondente bancário, e em 2006, checkout móvel. “E, hoje, nossa rede de cartões com chip só está atrás da Inglaterraâ€, completa Rômulo de Melo Dias, presidente da Cielo.
Guzzo diz que atuar como credenciadora multibandeira impactará em ajustes no sistema core da companhia, que é de desenvolvimento proprietário. “Isso acontecerá paulatinamente, à medida que fecharmos contratos com outras bandeiras. Isso porque há regras mundiais de interoperabilidade, das quais – a partir do momento que ampliamos o leque de atuação – devemos nos ajustarâ€, explica.
O VP de TI e Operações da empresa explica que hoje a capacidade de processamento suporta o volume de transações caso a empresa opere com outras bandeiras. “Temos uma capacidade ociosa para 7 bilhões de transaçõesâ€. Mas o presidente da companhia admite: “atuar em novos mercados exige um investimento em TIâ€.
Entretanto, ainda não há uma previsão de quando isso possa acontecer, apesar de o contrato de exclusividade com a Visa encerrar em 30 de junho de 2010. Dias explica que a mudança de marca é porque a companhia passa por um tempo de mudança e transformações no mercado, assim como a indústria de cartões. “Nosso objetivo é nos diferenciarmos do mercado e os números da companhia mostram issoâ€.
Mas a ideia é substituir as máscaras dos POS à medida que houver manutenção do parque ou exigência de uma nova tecnologia ao longo do próximo ano. Clientes com maior volume, segundo Guzzo, tendem a adquirir novas máquinas.
A companhia teve lucro lÃquido de 396,7 milhões de reais entre julho e setembro, resultado 34,8 por cento superior ao de igual perÃodo de 2008, movimento patrocinado pelo aumento de 21,3 por cento do volume financeiro de transações, para 54,2 bilhões de reais.
LÃder no setor e hoje a única credenciadora de lojas para os cartões Visa, a companhia prevê fechar 2009 com um avanço de 20,5 a 22,5 por cento no volume financeiro de operações, taxa superior à taxa anualizada da expansão da indústria, que foi de 18 por cento até setembro.
Fonte: Decision Report
“Sem dúvida nenhuma os próximos 2 anos veremos grandes mudanças no segmento de meios de pagamentos. Fatores como PCI/DSS  e a “quebra do duopólio†da Redecard e Visanet trará uma qualificação e aumento de oferta, dois itens importantes para sustentação do crescimento de qualquer mercado.â€
Luis Lima – Diretor Comercial em Meios de Pagamentos
