Arquivo de dezembro, 2009

Algumas lições sobre Comércio Eletrônico

Listamos abaixo algumas lições de Ricardo João Magalhães sobre Comércio Eletrônico. Ele, que teve a oportunidade de trabalhar em algumas operações de e-commerce que saíram do zero e atingiram um crescimento de até 1500% em um único ano, oferece estas dicas como contribuição para que outras pessoas se beneficiem da sua experiência e também obtenham êxito em suas iniciativas no mundo on-line.

Lição 1: Permaneça no ataque quando o assunto é servir aos clientes.

Todo mundo sabe que o atendimento ao cliente é importantíssimo para o sucesso do comércio eletrônico, mas poucos levam realmente a sério essa questão, e pouquíssimos são aqueles que colocam em prática algum tipo de estratégia ofensiva de atendimento aos clientes. A grande maioria se coloca na defensiva, apagando apenas os incêndios que o cliente traz.

Confira duas iniciativas proativas de atendimento ao cliente:

a) Plano de Ligações Diárias para clientes que compraram na loja virtual dez dias depois que o pedido foi entregue.

Estima-se que 70% das compras são feitas a base da empatia. Os seus amigos te considerariam um grande amigo se você nunca ligasse para eles?

Os clientes não ficam mais impressionados com vendedores que atendem bem; os clientes ficam impressionados com vendedores que usam o telefone, o e-mail e o messenger proativamente para lembrá-los sobre produtos e serviços interessantes que possam ser do interesse do cliente.

b) Faça o inesperado.

Ligue para o cliente antes que ele ligue para você. Em uma determinada operação que cresceu 1100% em um ano, havia 4 pessoas trabalhando no atendimento ao cliente, e 2 pessoas em vendas. O Atendimento trazia mais vendas do que o tradicional departamento de vendas. Responda todas as perguntas, publique as perguntas no site, no blog, na página de detalhe do produto.

Ninguém consegue ganhar nos esportes se jogar na defensiva. Você precisa atacar para ganhar. Atacar no Atendimento ao Cliente.

Lição 2: Não escute os seus melhores clientes.

Quem gosta da gente, gosta da gente como somos, portanto, quem gosta da gente não quer que a gente mude. Resumo: pergunte o que você deve fazer no seu comércio eletrônico para aqueles que não gostam de você. Converse com os clientes que tiveram experiências não muito boas com você. Crie, mantenha, alimente um banco de dados de clientes insatisfeitos que é usado pela central de atendimento ao cliente para descobrir feedbacks verdadeiros sobre melhorias que a empresa deve oferecer ao mercado. Procure pelo feedback que machuca, as vezes dói, é doloroso, mas é necessário para alavancar o crescimento rápido da empresa.

Lição 3: Desenhe e Redesenhe a loja virtual pensando no cliente e não nas novas tendências em design.

Não perca o seu tempo tentando acompanhar as últimas tendências em design. Implemente mudanças que os clientes estão solicitando. Mantenha um canal aberto com os clientes para descobrir o que eles querem, peça por feedback sobre a loja virtual com frequência e consistência via pesquisas por e-mail, links nas páginas de detalhes dos produtos, na home page e em todas as páginas importantes do site.

A lista das customizações que devem ser implementadas na loja virtual deve conter 95% de sugestões vindas de clientes. Se você não tiver uma lista de sugestões de melhorias advindas dos próprios clientes, você não tem relacionamento com os clientes, ou melhor (ou pior), você não está escutando os clientes.

Lição 4: Coloque no ar quando estiver 80 % pronto.

Você já deve ter notado que a web vive a moda do “beta beste”. Tudo está em beta teste, até o Gmail ainda está em beta teste, e nem por isso está fora do ar esperando a conclusão de alguma funcionalidade fantástica que somente o gerente de produto do Gmail vai perceber. O negócio é ser menos perfeccionista, e lançar a loja quando você chegar a conclusão que 80% da operação está pronta. Não acredite em perfeição, ainda mais quando o assunto é desenvolvimento web. Enquanto você está ocupando buscando a perfeição, os seus concorrentes estão tirando pedidos com suas lojas funcionais.

Não existe o lançamento de produto perfeito. O mundo real é sempre muito diferente do mundo previsto no laboratório. Se você lançar a operação com 80% concluída, você irá receber feedbacks muito valiosos dos clientes.

Lição 5: Crie uma Cultura onde todos são MBA em Flexibilidade.

O mundo perfeito é trabalhar com pessoas flexivéis o bastante para cumprir qualquer prazo de entrega e se adaptar a qualquer situação de stress. O funcionário flexível vai perceber que cumprir uma meta é muito mais importante do que atingir 100% as metas de desenvolvimento.

As equipes de desenvolvimento que entregam projetos de e-commerce fantásticos não são compostas necessariamente por gênios da programação, mas de profissionais flexíveis que cumprem metas. Há, por exemplo, líderes de equipes de desenvolvimento que evitam contratar pessoas muito talentosas que não conseguem entregar uma simples página htm em 2 horas porque precisam um ritual que não faz o mínimo sentido quando se trabalha em equipe.

Lição 6: Não venda o produto, venda a experiência.

A facilidade que existe para colocar milhares de produtos a venda em um e-commerce estimula os empresários a cair na tentação de vender de tudo na loja virtual. Entretanto, o foco da loja virtual deveria ser a experiência da compra. O foco deveria ser ajudar o cliente a comprar. Oferecer conteúdo que ajuda o cliente a decidir antes, durante e depois da compra. O foco deveria ser produzir fotos de produtos, vídeos de produtos que ninguém oferece, e não simplesmente baixar preços e oferecer promoções. Venda a experiência de fazer negócios com você. O cliente tem que olhar para o seu comércio eletrônico como se fosse parte da vida dele, tamanha é a quantidade de dicas e sugestões que você dá para ele levar uma vida melhor. Venda uma filosofia de negócios e não produtos e serviços.

Fonte: Ikeda

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Perdi o prazo para inutilização de NF-e, o que fazer?

Ocorreu com a minha empresa, a Ideas@Work, editora do livro. Perdi o prazo para inutilização de numeração de NF-e.
Para vocês verem… todo mundo está sujeito a erros, não é verdade?
O que é a a inutilização de número de NF-e:
“Durante a emissão de NF-e é possível que ocorra, eventualmente, por problemas técnicos ou de sistemas do contribuinte, uma quebra da seqüência da numeração. Exemplo: a NF-e nº 100 e a nº 110 foram emitidas, mas a faixa 101 e 109, por motivo de ordem técnica, não foi utilizada antes da emissão da nº 110.
A inutilização de número de NF-e tem a finalidade de permitir que o emissor comunique à SEFAZ, até o décimo dia do mês subseqüente, os números de NF-e que não serão utilizados em razão de ter ocorrido uma quebra de seqüência da numeração da NF-e. A inutilização de número só é possível caso a numeração ainda não tenha sido utilizada em nenhuma NF-e (autorizada, cancelada ou denegada).
A inutilização do número tem caráter de denúncia espontânea do contribuinte de irregularidades de quebra de seqüência de numeração, podendo o fisco não reconhecer o pedido nos casos de dolo, fraude ou simulação apurados.
As NF-e canceladas, denegadas e os números inutilizados devem ser escriturados, sem valores monetários, de acordo com a legislação tributária vigenteâ€
Fonte: Receita Federal do Brasil em http://www.nfe.fazenda.gov.br
O Problema e a solução
Em Setembro de 2009, ocorreu um pequeno erro operacional.  Dois  números de NF-e ficaram sem autorização. Ou seja, houve quebra na sequência das notas.
Descobri o “furo†em 15 de outubro. Ou seja, já não foi mais possível inutilizar os dois números.
Qual foi a solução? Denúncia espontânea junto à SEFAZ/MG.
Consequências para empresas
Por isso, eu sempre digo:
“A NF-e não muda os procedimentos fiscais e tributários. Tudo que era feito com a NF modelo 1 ou 1A pode ser feito com a NF-e. Só que agora, tudo deve ser rigorosamente correto! Pois os seus erros e acertos se propagam na velocidade do pensamento, com a NF-e.â€
Assim, se sua empresa tem uma boa qualidade de dados na NF-e, ela está vendendo mais que produtos. Agrega a eles benefícios logísticos na medida em que o cliente pode importar os dados da NF-e em seus sistemas.
Mas se a qualidade dos dados da sua NF-e é duvidosa, você vende produtos mais um Vírus Fiscal, que irá infectar os sistemas de seus clientes.
Vou mais longe… é hora de organizar a casa. Errar menos. Agir preventivamente, com uma boa equipe de profissionais da área contábil, fiscal e tecnologia.
Pois erros acontecem. Se você erra uma vez em cada mil notas, os problemas são contornáveis, aceitáveis.
Se erra 30 em cada 100 notas… pode montar uma filial da sua empresa dentro do posto fiscal. Você viverá fazendo denúncia espontânea!
Fonte: http://www.robertodiasduarte.com.br/?p=3308 – por Roberto Dias Duarte | novembro 5, 2009

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